top of page

MINICURSOS

 

​

MC1: História e historiografia da ditadura civil-militar brasileira, possibilidade de pesquisa e extensão

Coordenação:

Prof. Dr. Werbeth Belo (UEMA)

Prof. Dr. Paulo Leandro da Costa Moraes Mendes (PPGHIST/UEMA)

​

Resumo: Compreender a história do regime ditatorial iniciado no Brasil significa entender suas múltiplas dimensões - aparelhos de repressão, política econômica, movimentos de resistência, atuação partidária, memória – mas também compreender que este é um campo de intensos debates dentro e fora da academia. Com o recrudescimento de posicionamentos negacionistas, no que concerne ao período ditatorial, na História Recente do Brasil considera-se fundamental compreender os meandros de um período nefasto da História do país. Dessa maneira, o minicurso tem como objetivo apresentar e debater sobre as distintas correntes historiográficas que se constituem como vertentes interpretativas acerca do regime ditatorial no Brasil e as implicações teórico-metodológicas que se impõem a cada uma delas. Fundamentalmente discutir-se-ão os marcos cronológicos, a conceitualização do regime, bem como sobre as interpretações acerca da anistia e da transição política brasileira. O objetivo é apresentar um quadro historiográfico que possa servir para fundamentar pesquisas de graduandos e pós-graduandos sobre a ditadura brasileira e apresentar possibilidades de possibilidade de pesquisa e extensão a partir do tema.

 

MC2: Inteligência Artificial (IA) na prática docente e na escrita acadêmica

​

Coordenação:

Me. Victor Gabriel de Jesus Santos David Costa (PPGHIST/UEMA)

Me. Herik Eduardo Sousa Alves (PPGHIST/Uema)

 

Resumo: A Nova História, segundo Burke (1992), não apenas revolucionou a historiografia, mas também intensificou transformações no ensino, viabilizando novas abordagens para além dos livros didáticos (Abud, 2003, p. 185-186). A partir dos anos 2000, essas inovações metodológicas se expandiram com a incorporação de linguagens contemporâneas, a exemplo das imagens em movimento via streaming. Atualmente, o debate historiográfico e educacional concentra-se no uso da Inteligência Artificial (IA) nas práticas de pesquisa e nas formas como essa tecnologia pode otimizar o cotidiano docente. Em março de 2026, o CNPq publicou a Portaria nº 2.664/2026, que regulamenta a utilização da IA no meio acadêmico. Alinhado a essas diretrizes, este minicurso apresentará mecanismos de IA voltados à revisão da escrita acadêmica, ao uso de ferramentas de pesquisa bibliográfica confiáveis, à criação de quizzes e à redação de declarações e justificativas exigidas pela referida Portaria. Além disso, o curso capacitará professores do ensino básico ao superior para aplicar a IA na elaboração de planos de aula, planejamentos gerais, apresentações, oficinas e materiais de apoio didático.

 

MC3: Violência no campo: memórias e fontes no passado e presente

 

Coordenação:

Profa Ma. Nathalia Lima Estevam (UFPel/IPF)

Prof. Me. Ryan dos Santos Cardoso (UFPel/SEDUC-RS)

​

 

Resumo: A história do campesinato brasileiro é marcada por disputas, interesses e violência. Essa violência tem se tornado presente no âmbito campo, atingindo altos índices no decorrer dos anos de ditadura e abertura política. O minicurso Violência no campo: memórias e fontes no passado e presente tem como objetivo central apresentar fontes para a pesquisa sobre violência no campo e refletir sobre a mobilização da memória dos episódios conflitivos e as possibilidades de investigações sobre este espaço de disputas. O marco cronológico será o ano de 1985, ano do final da ditadura empresarial-militar até o ano de 2023, sendo este recorte interessante para evidenciar os números expressivos de violações sob o contexto do pós-ditadura, mas também os direitos prometidos na carta magna, a passagem por governos progressistas e a ascensão da extrema-direita no Brasil. O primeiro encontro pretende discutir as raízes desta violência no campo, abordando as dinâmicas dos diferentes contextos de luta pela terra no Brasil. Neste encontro serão apresentadas diferentes fontes para pesquisa sobre a luta do campesinato. Assim pretende-se, junto aos estudantes, averiguar diferentes possibilidades de pesquisa nas fontes analisadas. O segundo encontro será realizado em dois momentos: no primeiro momento, haverá uma contextualização das disputas pela terra, através da cultura musical. Este será o passo inicial para a discussão de como as representações culturais, no caso a música, possibilita um espaço de imersão referente a temática. Mas além disso, acreditamos que as canções alcançam um novo público, despertando a curiosidade acerca do tema e se tornando um instrumento interessante para o estudo da história da violência no campo. No segundo momento, analisaremos a mobilização das memórias sobre episódios marcados na história do país, a partir de monumentos, homenagens e expressões culturais que mantém a discussão sobre o direito à terra no debate público. O terceiro encontro: Por fim, no último encontro será proposto a realização de uma atividade com os inscritos, baseando-se nas fontes e discussões apresentadas.

 

MC 4 -  Comunismo e Anticomunismo na política brasileira contemporânea: estudo de caso sobre os discursos de Jair Bolsonaro e Flávio Dino

​​

Coordenação:

Profa. Laura Luiza Silva e Silva (PPGHIST/UEMA)

Profa. Karina Viana de Freitas (PPGHIST/UEMA)

​

O minicurso propõe discutir a construção e o impacto dos discursos sobre comunismo e anticomunismo dos políticos Jair Messias Bolsonaro e Flávio Dino. Compreendendo que discursos são uma importante ferramenta de mobilização política, sendo construídos, ressignificados e utilizados para a construção de identidades políticas, será realizado um estudo de caso, onde serão analisados os discursos de Flávio Dino, do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que se apresenta como um político comunista e Jair Bolsonaro do Partido Liberal (PL) que construiu sua trajetória política como anticomunista. Este minicurso pretende colocar em perspectiva dois usos discursivos de um mesmo campo semântico: o comunismo como uma ameaça ao país, e o anticomunismo que se constituiu como um conjunto de medidas para combater a “ameaça vermelha”. Será desenvolvido por meio de uma pesquisa qualitativa, comparativa e histórica, utilizando o estudo de caso como objeto de análise. Como objetivo principal buscaremos analisar comparativamente ambos os discursos por meios de material produzidos em suas respectivas redes sociais, matérias jornalísticas, campanhas eleitorais e trechos de entrevistas. 

​

MC 5 - Memória, Exílio e Resistência: Poema sujo e as Dimensões Sensíveis das Ditaduras Latino-Americanas.

​

​

Coordenação:

Prof. Me. Paulo Sérgio Calvet Ribeiro Filho (UFMA)

 

Este minicurso propõe a leitura e a análise de Poema sujo (1975), de Ferreira Gullar, considerando a obra como testemunho poético da experiência do exílio, da violência de Estado e das rupturas provocadas pelas ditaduras latino-americanas. Escrito em Buenos Aires, em meio à repressão política e à impossibilidade do retorno ao Brasil, o poema articula memória individual e história coletiva ao recuperar cenas da infância, da vida cotidiana, da cidade de São Luís e das experiências de medo, perseguição, ausência e deslocamento que marcaram uma geração. A partir da relação entre corpo, linguagem, memória e território, o minicurso discutirá como a poesia pode elaborar traumas históricos, preservar vozes silenciadas e confrontar os mecanismos de apagamento produzidos pelos regimes autoritários, contribuindo para compreender as múltiplas dimensões (políticas, sociais, culturais e subjetivas) das ditaduras latino-americanas.

bottom of page